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PESQUISA REVELA DESTINOS TURÍSTICOS INTELIGENTES EM MG

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Foram percorridas 450 cidades no mês de junho

Para mapear a consciência e o uso feito pelos municípios mineiros da inovação e da tecnologia no turismo, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), em parceria com o Observatório do Turismo da Universidade Federal do Paraná, percorreu 450 cidades, no mês de junho, e seguiu a metodologia do projeto de pesquisa “Definição de Modelos Operacionais para Destinos Turísticos Inteligentes (DTI)”, coordenado pela Universidade de Alicante, Espanha. O resultado está disponível no site do Observatório do Turismo de Minas Gerais.

De acordo com o superintendente de Políticas do Turismo da Setur, Rafael Oliveira, os resultados apurados estão dentro do esperado e servem para o desenvolvimento de novas políticas públicas para o turismo no Estado. “Esse mapeamento é importante para que possamos detectar oportunidades e dificuldades. Sabemos que daqui a pouco será uma obrigação de todos os destinos usar a inovação e os serviços digitais, incentivar o empreendedorismo local e investir na qualidade das redes móveis. O estudo mostrou que a maioria dos municípios já entende essa realidade, porém, poucos começaram a trabalhar nisso. Merecem destaque Belo Horizonte e Araxá (Alto Paranaíba)”, explica Oliveira.


No que tange à aplicação das novas tecnologias o panorama muda radicalmente. Poucas notas conseguem ultrapassar os três pontos. A resposta “Meu destino tem uma estratégia bem definida para se tornar um destino inteligente”, mereceu 2,7. Já “Existe um alto grau de parceria público-privada que facilita a evolução para um destino inteligente”, 2,6. “Os vários departamentos municipais colaboram com iniciativas próprias para conformar o destino em um destino inteligente”, 3,0. Quando perguntadas se “Existe conectividade com a internet (wi-fi) nas principais áreas turísticas de meu município, 49.1%, responderam que não; 37.5% que existe a conectividade, porém não abrange todas as áreas; e apenas 13.5%, que sim.

Quanto à inovação as respostas mantiveram o nível de assertividade. “Meu destino é inovador na criação de novos espaços, produtos e captação de novos mercados ou a geração de novos modelos de negócios”, conquistou nota 2,6.

As barreiras para se tornarem um Destino Turístico Inteligente parecem claras para a maioria dos respondentes. Falta de estratégia e dinheiro são as principais. O grau de importância da “Falta de uma estratégia bem definida”, mereceu nota 4,0. “Orçamento limitado”, 4,1. E “Pouca colaboração público-privada”, 3,7.

“A ideia agora é monitorar e criar parcerias estratégicas para trabalhar o conceito dentro dos municípios e também através de eventos e ações. Um exemplo é o 2º Seminário de Pesquisa e Inovação em Turismo, que vai acontecer dentro da Finit (Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia), em novembro, em Belo Horizonte. É importante lembrar também que inovação não é, necessariamente, apenas tecnologia e tem alto custo. Ela é uma nova forma de resolver um velho problema. Nosso desafio é criar articulações para que isso seja possível e se reverta em um melhor atendimento aos turistas e mais visitantes conhecendo o nosso Estado”, afirma o superintendente de Políticas do Turismo da Setur.