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FOLIÕES DEVEM IMPULSIONAR A ECONOMIA DE BELO HORIZONTE

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São esperadas 2,4 milhões de pessoas

Espontâneo e de rua, o Carnaval de Belo Horizonte tem atraído gente de todo o País. Segundo a Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), são esperados 2,4 milhões de foliões no período entre 11 de fevereiro e 1º de março. 363 blocos se cadastraram para desfilar pelas ruas da Capital, 30% a mais que em 2016. Tudo isso impacta a economia da cidade. De acordo com o diretor de Eventos da Belotur, Gilberto Castro, não há dúvidas sobre a consolidação da festa e sua importância no calendário de eventos da Capital.

O orçamento estimado pela Prefeitura para estruturação do reinado de Momo é de cerca de R$ 10 milhões. Dados do Observatório do Turismo apontam que no ano passado 100 mil visitantes foram recebidos, com estadia média de 3,5 dias e tíquete médio de R$ 160 por dia, somando aos cofres da cidade R$ 55 milhões. A expectativa é que o valor dobre em 2016.

“A cidade ganha, além dos impostos gerados, a criação de oportunidades de trabalho. Cadastramos, por exemplo, mais de 1,4 mil ambulantes. Se eles não geram impostos diretos, geram renda que vai ser gasta na própria cidade. Isso sem falar que muitos estão desempregados, então promovemos também dignidade. Todo o setor de eventos também é favorecido nessa época. Temos relatos de prestadores de serviços que têm todo seu material e pessoal empregado durante a festa. Isso vai desde banheiros, material de palco, grades, e uma infinidade de produtos”, exemplifica Castro.

Para o presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, Ânderson Rocha, a consolidação do Carnaval exige um trabalho intenso de estruturação, promoção e divulgação de Belo Horizonte como o destino que oferece mais do que simplesmente a festa, mas também segurança, conforto e outros atrativos.

“Essa é mais uma etapa de consolidação do evento, com maior integração da cadeia produtiva do turismo. Os hotéis já lançaram suas promoções para o período e o trade vem se articulando para mostrar que Belo Horizonte pode oferecer a melhor experiência para o turista. Nosso diálogo com o poder público tem sido franco e a mudança de administração não interferiu nos planos que já estavam traçados. Estamos em um processo contínuo de melhoria da oferta”, afirma Rocha.

A expectativa do setor hoteleiro é de crescimento de 15% no número de hóspedes em relação ao evento do ano passado. Segundo a diretora financeira da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Minas Gerais (Abih­MG), Fabiana Fagundes, o objetivo é mostrar aos hóspedes, principalmente para os que vêm do interior do Estado, que os hotéis são a melhor opção de hospedagem.

 “Muita gente fica na casa de parentes e amigos. Queremos mudar essa cultura mostrando que o hotel é uma opção segura, com boa localização, mobilidade facilitada e serviços. Muitos empreendimentos vão trabalhar com tarifas especiais e serviços diferenciados, como horário de café estendido, por exemplo, para quem ficou na festa até mais tarde”, pontua Fabiana Fagundes. 

Fonte: Diário do Comércio - por Daniela Maciel