Turismo de Negócios de BH

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BELO HORIZONTE PRECISA DE PROMOÇÃO

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Capital tem infraestrutura e locais belíssimos que podem atrair milhares de pessoas e fomentar a economia.

O poder público e a iniciativa privada precisam se unir para consolidar Belo Horizonte como polo turístico não somente no Brasil, mas também no exterior. Essa análise foi feita pelo diretor de Promoção Turística da Belotur, Gustavo Mendicino, durante a segunda edição do Fórum de Negócios e Eventos de Belo Horizonte (Fone BH), que aconteceu no dia 13, em Belo Horizonte. O encontro teve como tema o “Turismo Integral: Cidade Pronta para Turismo de Negócios, Eventos e Lazer”, reunindo os principais eixos do setor: hotelaria, gastronomia, transporte, entre outros. O objetivo do evento é unir forças para aumentar e efetivar o potencial de Belo Horizonte como destino turístico.

“Precisamos promover a cidade porque temos muito potencial, infraestrutura e locais belíssimos que podem atrair milhares de pessoas e fomentar a economia. Mês que vem iremos lançar o novo mapa turístico que servirá como base para trabalharmos arduamente na divulgação da Capital”, anunciou Mendicino.

Para o presidente do BH Convention & Visitors Bureau, Anderson Rocha, que moderou palestras e painéis durante o evento, Belo Horizonte está pronta para se tornar foco dos turistas, apesar da grande competitividade entre as cidades brasileiras. Segundo ele, na última década, houve uma revolução na cidade. “O segmento se profissionalizou. Existem várias iniciativas que ajudam a fomentar o turismo, como na área de saúde, educação, mineração e siderurgia. E isso já leva o nome da Capital para outros estados e até para exterior. Mas precisamos de ações mais efetivas para atrair as pessoas a Capital”, disse.

A presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih­MG), Patrícia Coutinho, disse que Belo Horizonte conta com hospedaria suficiente para atrair turistas. Mas isso, nas palavras dela, não quer dizer que mais empreendimentos não possam ser construídos. Patrícia Coutinho citou a importância de eventos internacionais na cidade. “Assim como na Copa das Confederações e Copa do Mundo, precisamos trazer mais atrações internacionais para a Capital. Vimos como os eventos esportivos e shows de artistas renomados trouxeram pessoas do mundo todo para a cidade nos últimos anos”, opinou.

Ainda segundo Patrícia Coutinho, o setor hoteleiro em Belo Horizonte enfrenta barreiras comuns ao meio em todo o País, “e sabemos que uma das principais ações para fortalecer a área é a necessidade constante da parceria entre o poder público e a iniciativa privada. Um dos principais desafios que enfrentamos atualmente é a regulamentação do Airbnb”, ressaltou.

O Airbnb é um mercado comunitário para pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações ao redor do mundo. “É preciso aplicar uma nova lei contra que regulamenta aqueles que violam e transformam moradias de preços acessíveis em hotéis, para que haja um tratamento igualitário. O Airbnb não deve ser proibido, mas sim regulamentado. É preciso, por exemplo, que eles paguem os mesmos impostos que pagamos. Uma alternativa é que o serviço trabalhe com estadias mínimas de 30 dias. Destaco ainda aspectos como a segurança dos hóspedes, visto que o serviço não oferece condições mínimas de informações sobre quem utiliza a ferramenta. Um exemplo foram os ataques ocorridos na França, quando os terroristas ficaram acomodados em quartos que não faziam parte da hotelaria tradicional. Precisamos nos atentar para o serviço como um todo”, destacou Patrícia Coutinho.

Memórias

A representante do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), Helena Isoni, citou o Espaço Liberdade que começou a ser montado em 1997 e que, segundo ela, já é um atrativo na Capital. Mas apenas ele, não é suficiente para que turistas escolham Belo Horizonte como destino. O circuito é composto pelo Arquivo Público Mineiro, Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Casa Fiat de Cultura, Cefar Liberdade, Centro de Arte Popular da Cemig, Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço do Conhecimento UFMG, Horizonte Sebrae, Casa da Economia Criativa, Memorial Minas Gerais Vale, Museu das Minas e do Metal Gerdau, Museu Mineiro, Palácio da Liberdade e a Academia Mineira de Letras.

“Entre 2010 e este ano recebemos mais de 6 milhões de visitantes. Somente em 2016, 1 milhão. Grande maioria de São Paulo. O que precisamos em Belo Horizonte é definir um foco e trabalhar nele. Temos capacidade, sim, de sermos cidade turística.”

Fonte: Diário do Comércio – por Eduardo Melgaço

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